O DESESPERO DO TAPETÃO: QUANDO TÚLIO GADÊLHA E EDUARDO DA FONTE CORREM PARA A JUSTIÇA PORQUE NÃO TÊM VOTO
Quando a falta de voto vira pânico, a urna cede espaço ao tapetão: recorrer à Justiça para barrar adversários é a confissão explícita de quem não tem sustentação popular para disputar o poder nas ruas.
O DESESPERO DO TAPETÃO: QUANDO TÚLIO GADÊLHA E EDUARDO DA FONTE CORREM PARA A JUSTIÇA PORQUE NÃO TÊM VOTO
O embate político em Pernambuco atingiu um patamar constrangedor de dependência jurídica e fragilidade eleitoral. Incapazes de construir bases sólidas, cativar o eleitorado por meio de trabalho prestado ou garantir competitividade nas ruas com o próprio capital político, os candidatos Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha decidiram transformar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) em um apêndice de suas campanhas. Ao acionarem a Justiça para tentar barrar a estratégia de Mendonça Filho, a dupla expõe, sem pudores, o medo visceral do confronto democrático nas urnas.
A manobra jurídica evidencia uma tentativa infantil de monopólio político. Oficialmente atrelados à chapa da governadora Raquel Lyra, Eduardo e Túlio demonstram pânico diante do crescimento da popularidade da gestora e da constatação de que o eleitor raquelista não está preso a amarras partidárias artificiais. Mendonça Filho, mesmo integrando outra articulação, transita legitimamente no mesmo campo político amparado por uma relação histórica e agendas conjuntas. Em vez de qualificarem suas propostas e ampliarem o diálogo com a sociedade para disputar esse espaço de forma legítima, os candidatos oficiais preferiram a censura institucional, buscando podar a concorrência por decreto.
Esse comportamento apequena figuras que reivindicam a responsabilidade de representar Pernambuco no Senado Federal. Quem recorre ao tapetão demonstra, antes de tudo, desconfiança na própria capacidade de convencimento. A política de palanque forte se faz com voto na urna e respaldo popular, não com petições de última hora destinadas a esconder a falta de apelo eleitoral. Quando a incompetência para conquistar o eleitor vira regra, a Justiça passa a ser acionada como muleta de quem tropeça na própria irrelevância.
Por blog Normando Carvalho.