O "TEATRO DO ABSURDO" EM ATLANTA: ARGENTINA NA FINAL: OS "CARAS" SÃO FODA!
O FIM DO ROTEIRO: A ARGENTINA NÃO TEM LIMITES, SERÁ TETRA!
A semifinal contra a Inglaterra foi um verdadeiro deleite para quem gosta de ver o circo pegar fogo e, ao mesmo tempo, um teste para o sistema cardíaco de qualquer brasileiro que ainda tenta entender por que o futebol, às vezes, parece conspirar contra o nosso bom senso.
O ROTEIRO QUE A GENTE JÁ CONHECIA (E ODIAVA)
A Inglaterra chegou em Atlanta com aquela postura britânica, quase aristocrática, de quem já tinha a vaga na final no bolso. Abriram o placar com Gordon, sentaram em cima do resultado e nos fizeram acreditar, por um breve e doce momento, que a "festa dos hermanos" terminaria ali mesmo, naquele estádio na Geórgia.
Mas a Argentina... ah, a Argentina. Eles não jogam futebol, eles jogam "terapia de choque". Quando o jogo parecia morto, o sistema nervoso deles simplesmente ignorou o cansaço e a lógica.
O SHOW DE "MÁGICA" (OU A FALTA DE SORTE DA INGLATERRA)
A "mística" do último minuto: Enquanto a Inglaterra tentava fazer o tempo passar, a Argentina parecia estar apenas aquecendo para o caos. O gol de empate de Enzo Fernández aos 85’ foi o primeiro sinal de que a "sorte" argentina, essa companheira fiel e irritante, tinha acabado de chegar para a festa.
O golpe de misericórdia: Lautaro Martínez, aos 90+2’, não fez apenas um gol; ele carimbou a nossa frustração. Foi aquela finalização que a gente assiste em câmera lenta, torcendo para a bola ir na trave, mas que morre caprichosamente no fundo da rede. Por Normando Carvalho