OS TURISTAS DE ELEIÇÃO: ATÉ QUANDO VAMOS ACEITAR OS APROVEITADORES QUE SÓ APARECEM DE QUATRO EM QUATRO ANOS?
"O interior de Pernambuco não precisa de turistas eleitorais que só aparecem na nossa terra cheirando a perfume de campanha de quatro em quatro anos. Chega de ser degrau para a escalada de quem nunca levantou um dedo pelo nosso povo!"
OS TURISTAS DE ELEIÇÃO: ATÉ QUANDO VAMOS ACEITAR OS APROVEITADORES QUE SÓ APARECEM DE QUATRO EM QUATRO ANOS?
A cena se repete como um roteiro de mau gosto, ensaiado milimetricamente para enganar o povo. Basta o calendário eleitoral se aproximar para que uma corja de políticos profissionais, aqueles que passam quatro anos inteiros sumidos, de costas para a nossa realidade e trancados em gabinetes com ar-condicionado na capital, desembarque no interior com sorriso no rosto, abraço falso e promessas requentadas.
Eles aparecem nas ruas da nossa região fingindo que conhecem os problemas de quem sofre na pele com o descaso. Mas a verdade nua e crua é uma só: para essa gente, o nosso povo só tem valor na hora de puxar a urna.
Enquanto o Agreste tenta vencer na marra, na base do suor, do comércio e da produção, e a Mata Sul continua travada pelo abandono estrutural, esses aproveitadores de plantão assistem a tudo de camarote. A falta de vontade política não é um acidente; é um projeto consciente. Mantêm o interior dependente, carente de infraestrutura básica, de estradas decentes e de oportunidades reais, porque a miséria política e a dependência de favores são o melhor adubo para a reeleição deles.
Falta vergonha na cara de quem usa o mandato para benefício próprio e só lembra do interior quando precisa de votos. O desenvolvimento do nosso povo é sufocado pela incompetência e pela omissão deliberada de quem prefere o atraso à emancipação econômica e social da nossa gente.
O interior de Pernambuco não precisa de salvadores da pátria de última hora, muito menos de turistas eleitorais que vêm comprar consciência com promessas vazias. Precisamos de autonomia, de cobrança firme e de coragem para varrer da vida pública quem só aparece na nossa terra cheirando a perfume de campanha.
Chega de ser degrau para a escalada de quem nunca levantou um dedo para ajudar o trabalhador, o comerciante ou a juventude da nossa região. O troco para os oportunistas de plantão começa na lucidez e na rejeição diária à política do favor.